Por vezes, não precisas de férias, só precisas de te afastar por uns dias.

Há alturas em que não precisas de organizar nada de grande…
…Sem procurar voos, sem horários impossíveis, sem esperar que chegue “o momento perfeito”.
Repara nesse cansaço suave que se vai acumulando… e faz qualquer coisa simples com ele.
O mês de maio tem algo de especial para ti.
Os dias estão a ficar mais longos, o ar está a mudar e, de repente, apetece estar ao ar livre.
Dois ou três dias. Já não tens mais.
Mas longe do barulho habitual.
No momento em que decidires partir
Acontece muitas vezes sem aviso prévio.
Numa terça-feira qualquer.
Ou uma longa tarde em que olhas para o calendário e pensas: podíamos ir embora.
E desta vez, não o deixas escapar.
Dia 1: Chega sem pressa e começa a relaxar
Não precisas de sair mais cedo.
Nem sequer precisas de um plano.
A viagem já faz parte da fuga quando não tens de correr.
A viagem sem pressões
Não precisas de sair mais cedo.
Nem sequer precisas de um plano.
A viagem já faz parte da fuga quando não tens de correr.
Conduzir sem olhar para o relógio de cinco em cinco minutos.
Pára se te apetecer.
Toca música. Ou não.
Gradualmente, o ritmo muda.
A primeira noite: caminha sem rumo
Chegas, deixas as coisas… e vais-te embora.
Não tens mapa.
Não tens objetivo.
Apenas caminha.
Talvez até na praia.
Talvez ao longo de um caminho próximo.
Talvez só por aí, reconhecendo o lugar.
Não demora muito para que o corpo compreenda: não há pressa.

Dia 2: Um dia inteiro sem relógio
É aqui que começa realmente a tua aventura.
Não há planos definidos.
E, no entanto, o dia enche-se.
Acordar com luz natural
Não tens alarmes.
A luz entra gradualmente.
Podes ouvir um pouco de vento, talvez pássaros, talvez o mar se estiver perto.
Levanta-te devagar. Toma o pequeno-almoço sem uma hora.
Planos que não são planos
Sai quando te apetecer.
Uma longa caminhada.
Põe os pés na areia.
Uma conversa sem interrupções.
Nada de extraordinário.
E, precisamente por isso, tudo se encaixa.
A tarde que se alonga
Em maio, a luz mantém-se.
E isso muda tudo.
Não tens pressa em regressar.
Não tens a sensação de que o dia está a chegar ao fim.



Dia 3: Dizer adeus sem pressas
O último dia já não é tão pesado como antes.
Talvez porque sabes que não correste.
O último passeio
Um café tranquilo.
Um passeio curto, quase de despedida.
Olha em volta com mais calma.
Como se quisesses guardar esse ritmo para mais tarde.
Volta diferente (mesmo que não pareça)
Tu regressas.
Mas não exatamente o mesmo.
Dormiste melhor.
Pensaste menos.
Estiveste mais presente.
E isso, embora possa parecer pouco, é percetível.
Dorme perto do mar, assim mesmo
Um parque de campismo na costa de Huelva tem algo de muito específico:
não te obriga a fazer nada.
Podes fazer pouco… e ser suficiente.
E, pouco a pouco, abranda o ritmo.
Sem teres intenção de o fazer.
Como quase todos os planos devem ser.
-Susana

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